Qual o papel do 50Cent no panorama actual do rap americano?
Para quem está a par das notícias internacionais, devem saber que o 50 cent lançou a sua mixtape, intitulada "War angel" e aproveitando a deixa numa daquelas entrevistas habituais, 50 revelou que continua com fome de sucesso. Uma coisa é certa, desde aquela batalha de vendas com Kanye West pouco se tem ouvido falar ou mesmo que se fale, a atenção dada é bem menor do que antes. (excepto o beef com Rick Ross), portanto a fase descendente já se vem arrastando desde então. De um momento para o outro passou de intocável a substituível, de referência para apenas mais um, para não falar da debandada dos "amigos do peito". Assim se vive a efemeridade do sucesso, onde a geração de ídolos jamais terá alcance temporal de outrora, seja no HipHop como na música em geral. Parece que o mainstream americano já passou à próxima fase, já não basta os tiros, é preciso efeitos na voz. Contudo o que me ficou na cabeça foi aquela parte da “fome”. Isso faz-me recordar o 50 bem antes do sucesso de " Get rich or die trying". Eu, como muitos outros, pensavamos que “Get rich or die trying” era o álbum de estreia de 50 cent, a sua carreira só disparou após os 9 tiros de que foi alvo. Pouco se soube da fase anterior, falou-se mais no seu passado de drug dealer e processo de aprendizagem com Jam Master Jay do que um álbum, ainda que não oficial, muitos antes daquele que lhe ditou o sucesso. “Power of the dollar” (2000) é na realidade o primeiro disco de 50 cent, e aí sim, aquilo era fome genuína, já com boas escolhas de beats, algo que o distinguiu mais tarde, uma voz menos profunda porque ainda não tinha levado um tiro na goela e uma garra característica de quem quer chegar ao topo. Enfim, talvez ”Power of the dollar” e “Get rich or die trying” tenham constituído o único período interessante para acompanhar este rapper, pois daí para frente a repetição de fórmulas e estratégias de marketing praticamente auto-destruíram a sua carreira (não é por acaso que o próximo disco se chamará “Before I self destruct”). Embora eles voltem sempre, senão olhe-se para o Jay-Z lançado para o seu 3ºdisco pós-reforma, com um single/ anúncio da morte de um “utilitário” que grande parte dos amigos dele usa. Resumindo, a questão essencial fica na “descartabilidade” dos ídolos, aspecto amplamente debatido com a morte de Michael Jackson. Um sinal dos tempos!
Os Atmosphere disponibilizaram um novo EP gratuito de seu nome "Leak At Will", sendo possível descarregá-lo directamente do novo site digital da Rhymesayers, basta registarem-se.
Andava eu a "vaguear" pelo youtube durante umas pesquisas e fui dar com dois videos/ singles do K-OS, muito antes de lançar o seu primeiro disco " Exit" em 2002.Em 1993 e 1996 lançou dois óptimos singles, dos quais nunca estive a par( até hoje).
Este mês Mos Def voltou aquela parte da carreira dele em que edita álbuns, deixou por um certo tempo o capítulo cinematográfico para voltar aquilo que realmente o notabiliza.
Parece óbvio que, não fosse a sua carreira de actor, este teria uma carreira discográfica bem mais recheada, isto se formos a comparar com rappers da sua geração ( Ex: Talib Kweli). MOS sempre foi um Mc com uma abertura de mente acima do habitual, resultante tanto da própria personalidade como da própria circunstância actor/ mc. Sempre tive ideia que se ele tivesse sempre na retaguarda uma linha de produtores com um cariz mais Boom Bap( Preemo, Hi-Tek, Large Professor, etc), somando-lhe a voz, o flow e a criatividade únicos, seria basicamente, O MAIOR!!! Todos nós já imaginamos aquelas “deadly combinations” entre produtor/ mc/dj e maioria nunca saiu do reino da fantasia. The Ecstatic já anda por aí, e consequente tempo de antena para o autor também. Para quem anda atento à imprensa de especialidade, Mos até tem feito uma boa auto-promoção. · Vídeos de faixas do álbum acapella
· Venda de álbuns através de T-shirts com um código embutido específico para depois descarregar da net · · E mais espectacular de tudo, um desafio mano a mano com Jay-Z e “sua equipa”!
Deixem-me só contextualizar. Numa entrevista qualquer surgiu à baila o tema sobre o melhor rapper vivo, um estatuto que nos EUA anda todos os dias nas bocas do mundo. Mos Def do topo da sua racionalidade, imediatamente respondeu que isso não fazia sentido nenhum quando ícones como Rakim, Slick Rick ainda estão por cá e de boa saúde. Para além de estarmos a entrar num campo altamente subjectivo.
Não vai de modas, e praaaaaaaaaa. Desafio! (Tão de repente que pareceu combinado!)
Batalha de mc’s por equipas, integrado num evento com outras batalhas ( Break, Produção, Dj’s) que iria ocorrer algures , agora não me lembro especificamente da data e local. Cada equipa teria um capitão responsável pela escolha da sua equipa, e até já tinha pensado na dele, ou seja: MOS DEF, Black Tought, Nas, Jay Electronica, Doom (E o Kweli?Deve ficar no banco.)
A outra equipa ficaria à escolha do outro capitão. Evidentemente que a especulação levar-nos- ia para algo do género: Jay-Z, Kanye West, Lil Wayne, Young Jeezy e……etc,etc,etc
Bem Vs Mal Underground VS Mainstream Real Mc’s/ Wack Mc’s Jedi Vs Sith Songoku Vs Bubu+Frizer+Cell
Claro que as coisas não são assim tão lineares, mas se fosse jornalismo desportivo era primeira página, excepto em dias de transferências de 94 milhões. Lá no fundo no fundo era altamente se acontecesse, porém tudo indica que fique em águas de bacalhau e tornar-se-á em mais um daqueles casos hipotéticos, úteis apenas para alimentar animadas conversas de café.
Notas: Desafio de carácter amigável, nada de beefs ou coisa do género, com dinheiro do evento a reverter para caridade, quem vencesse tinha direito de se gabar.